Entrevista - Thais Lopes

by - domingo, julho 03, 2016


A nossa entrevista de hoje é com a mais nova parceira do Corujas, Thais Lopes!! Ficamos muito felizes em sermos escolhidas para essa parceria e mal podemos esperar para começar a leitura dos livros dela! Mas eu vou parar de enrolar vocês e deixá-la se apresentar:

Vivi- Primeiro, nos fale um pouco de você.
Sou mineira do interior, tenho 25 anos, e cresci enfiada dentro de livros. Desde pequena tenho um não muito pequeno probleminha de excesso de imaginação. Tudo para mim é motivo para uma história, qualquer comentário ou situação pode acabar sendo transformado em cena. Também sou viciada em música. Cantei em coral por muitos anos, estudei canto lírico, sou apaixonada por heavy metal, música medieval e teatro musical. Atualmente vivo de livros, mesmo que não dos meus: trabalho como capista, diagramadora e revisora (ou simplesmente faz-tudo) na Magic Design Editorial.
Vivi- Quando que seu interesse pela literatura surgiu? Teve algum livro que foi como um gatilho?
Eu sou filha de professora de português, então cresci na base do “desliga a TV e vai ler”. Em algum momento eu deixei de resmungar disso e passei a gostar mesmo de ler, e com 12 anos já estava enfiada lendo O Senhor dos Anéis como se não existisse amanhã (e já tinha lido Nárnia e estava acompanhando Harry Potter). Se tem um livro que foi um gatilho para a escrita, acho que foi O Senhor dos Anéis mesmo, porque eu enfiei na cabeça que queria fazer alguma coisa “assim” (um “assim” bem relativo, maaaas… rsrs)
Vivi – Consegue escolher um gênero literário favorito?
Fantasia!!!
Vivi – Sei que é uma pergunta bem clichê, mas você teve alguma inspiração para a criação de seus personagens? Eles são inspirados em pessoas reais? Tem algum personagem que se assemelha muito a você?
Alguns personagens, como a Alice e a Semele da série Santuário da Morte, foram inspirados em amigos. Outros amigos acabaram tomando posse de personagens que eu já tinha criado, e nos últimos tempos ando realmente transformando alguns amigos em personagens. Muitas das minhas personagens (principalmente as protagonistas) têm alguma coisa de mim, às vezes fácil de perceber, outras vezes algo mais escondido, mas não tem nenhum que seja realmente parecido comigo (tem gente que já cismou que a Kelene é meu alter ego só porque ela gosta de livros e de cantar. Não sou louca de fazer personagem parecida comigo!)
Vivi – Você consegue escolher sua personagem favorita no seu livro? Porque ela é a que mais gosta?
Da série Santuário da Morte, a Semele, porque ela é uma sobrevivente. Ela faz o que precisa para sobreviver, engole o que tiver que engolir, mas no fim das contas ela ainda está lá. Das Crônicas de Táiran, no momento a favorita é a Thria, e não vou explicar porque por motivos de spoilers xD
Vivi – Tem algum personagem, de qualquer livro, com quem você se identifica muito?
Cassandra Palmer!!! Sabe aquela personagem que tudo que pode dar errado, dá? Todos os imprevistos que poderiam acontecer, acontecem? Pois é. Isso sou eu, essa é minha vida haha Ah, sim, e ela está cercada de amigos loucos e estranhos. Pronto, não tem COMO ser mais eu.
Vivi – Sei que é uma pergunta muito difícil, mas preciso faze-la, qual seu livro, ou livros, favoritos?
Vou fazer lista de séries porque sim. E essa lista costuma mudar bastante dependendo da época, mas… Séries Kate Daniels, The Innkeeper Chronicles e Hidden Legacy de Ilona Andrews. Série Hollows, de Kim Harrison. Séries Guild Hunter e Psy-Changeling, de Nalini Singh. Séries Iron Seas e Guardians de Meljean Brook. Trilogia das Joias Negras, de Anne Bishop.
Vivi – Enquanto você escrevia, você mostrou seus progressos para alguém? Pediu opinião e concelhos? Ou só mostrou aos olhos do público depois que considerou pronto?
Eu não consigo escrever sem minhas betas dando palpite e me ameaçando. A primeira versão do Ciclo, eu só mostrei depois de pronta, mas a versão final já foi feita com os palpites da Carine e da Ferr (que são um dos lados da minha equipe❤ ). O Ciclo da Morte só se transformou em uma série porque elas insistiram que eu explicasse algumas coisas que ficaram soltas no livro, e daí veio Herança de Fogo, que foi escrito com palpites delas o tempo todo. A cada dois ou três capítulos eu enviava pra elas, e elas já retornavam com o que estava funcionando, o que não estava, o que precisava ser melhorado, se a história estava indo numa boa direção…
Sentinela começou um pouco diferente, porque eu já tinha o mundo e uma base do roteiro bem definidas antes de começar a escrever (coisa que não tive no Ciclo e nem em Herança). Mas ele foi uma experiência, eu queria trabalhar mais a questão de romance, jogar cenas hots, fazer alguma coisa mais na linha das séries de romance paranormal que acompanho, como Guild Hunter. Como eu nunca tinha parado para escrever cenas hot antes, fui procurar uma cobaia que fosse viciada em livros hots, e aí entrou a Jéssica, que é minha primeira beta dessa série. Sentinela foi escrito em dois meses por causa do tanto que ela me ameaçou (tenho prints para provar), e ela me fez reescrever uma certa cena só umas quatro vezes até funcionar hahaha Carine e Ferr entraram depois, fazendo a leitura crítica e a revisão. Vigilante seguiu basicamente o mesmo processo (e eu ainda tenho os comentários da leitura crítica salvos aqui porque eu ri DEMAIS), e agora em Protetora a Ingrid também entrou como beta.
Vivi – Em relação a escrita do livro, você é perfeccionista? Como soube que estava pronto, que não tinha mais nenhum detalhe a ajeitar?
Sou perfeccionista até o momento em que já passei tanto tempo com a cabeça na história que enjoo dela e taco o fodas. Ok, na verdade só fiz isso uma vez (com o Ciclo) e me arrependo, mas não adianta, eu teria feito isso com qualquer história que fosse a primeira a ser publicada. É difícil pegar uma história e falar que não tem nenhum detalhe a ajeitar (tanto que já mencionei pra alguns amigos que o Ciclo em inglês tem umas coisinhas a mais que futuramente vou colocar em uma nova edição em português). Ultimamente o que eu faço é ter um rascunho grosseiro da história, com os pontos
chaves que eu preciso, a direção que preciso que a história siga. Aí só mantenho isso em mente quando vou rever o que escrevi, e confiro se consegui passar o que queria ou não. Qualquer coisa além disso é por conta dos puxões de orelha da Carine e da Ferr, e confio que se elas não virarem pra mim e falarem “refaz”, é porque está funcionando (e sim, elas fazem isso).
Vivi – Escrever sempre foi algo importante para você? Ou só surgiu depois que estava com a ideia do livro na cabeça?
Eu sempre inventei histórias, sempre escrevi. É vício antigo. Cresci rabiscando histórias em qualquer papel, passei meus anos todos na escola ou lendo escondida ou escrevendo escondida.
Vivi – Na escrita do livro a ideia surgiu pronta e você logo a escreveu ou foi um processo de criação longo onde com o tempo a história foi tomando forma?
No Ciclo da Morte a ideia foi crescendo à medida que a história ia rendendo, e às vezes até eu me surpreendia com o que estava saindo. O mundo foi criado à medida que eu escrevia, também. Em Herança de Fogo eu já tinha uma ideia melhor do que queria que acontecesse, mas a história não deixou e foi para outro lado (muito melhor que minha ideia original, aliás). Agora em Fios de Medo eu tenho uma ideia bem por alto do que preciso que aconteça e da direção que quero seguir… Vamos ver se o resultado final vai chegar perto disso ou se vai para outro lado também.
Nas Crônicas de Táiran eu posso falar que foi um processo de criação longo, porque o mundo onde a história se passa já está na minha cabeça faz 15 anos (sem exagero). Tive tempo para pensar nas dinâmicas de poder, nas nuances políticas e nas características de cada povo. Sentinela começou como um conto que serviria para explicar um “furo” na minha linha do tempo e um detalhe que não fazia sentido em outra história, mas acabou se estendendo. Mesmo assim, eu já sabia exatamente  que precisava que acontecesse em casa livro, porque já tinha o mundo, já tinha a linha do tempo e a história toda marcada.
Vivi – Tem algum livro que você leu e pensou “Nossa gostaria de ter escrito isso”?
Qualquer um de Ilona Andrews e a série Iron Seas da Meljean Brook.
Vivi – Bate e volta, essas são perguntinhas só de curiosidades, para conhecermos um pouquinho mais de você. Qual o livro que você leu que todo mundo gosta, mas você não suporta?
Instrumentos Mortais
Vivi – Qual escritor que você nunca leria?
John Green, Nicholas Sparks…
Vivi – Tem alguma personagem que você gostaria de não ter conhecido?
Bella (não sou obrigada. Não sou.)
Vivi – Qual a personagem que você ama de paixão?
Kaleb Krycheck❤
Vivi – Que livro que te fez chorar muito?
Um livro da série Hollows (não vou falar qual por motivo de spoilers)
Vivi – Qual o melhor cenário para ler?
Qualquer lugar sossegado.
Vivi – Lugar favorito?
A varanda da minha casa.
Vivi – Viagem dos sonhos?
Nova Zelândia
Por hoje é isso corujinhas! Em breve vamos trazer mais informações sobre cada livro dela e as resenhas!!

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