Resenha Filme: A Prova de Fogo

by - domingo, julho 17, 2016


Ok, eu mal sei o que falar porque o filme é incrível. A gente sempre fica apreensivo quando vai assistir um filme baseado em livros, ficamos porque já sabemos que as vezes os produtores erram na hora de deletar cenas, escolher personagens e desenvolver as informações.

Eu li em algum lugar esses dias que existem dois tipos de adaptações baseadas em livros, as do tipo Harry Potter; onde o autor participa e a equipe tem grande preocupação em adicionar o máximo de detalhes, normalmente esse tipo de adaptação agrada muito os fãs do livro e cria mais leitores ( o sucesso de Harry Potter, Jogos Vorazes e Divergente, por
exemplo, não mente). E o segundo tipo é quando o filme é feito sem esse cuidado essencial, como Percy Jackson e na minha opinião Dezesseis LuasSão filmes que o público que não leu o livro gosta, enredos bem desenvolvidos e uma história que só deixa a desejar para os que conhecem a história, já que são tantas modificações e cortes que o enredo do livro fica quase irreconhecível. Mas ta, porque estou dizendo isso?
Eu sinceramente não espero mais que os filmes sejam cópias fiéis dos livros, eu meio que entendo que cortes são necessários e que é preciso que o filme faça sucesso também fora da esfera de leitores, e por isso que quando fui ver A Prova de Fogo, apesar de estar muito curiosa e animada, fui sem grandes expectativas. Sem esperar que cada página estaria lá retratada em uma cena com o lindo do Dylan O’Brien, e posso dizer que fui positivamente surpreendida.
Animados? Como vocês podem perceber tem um pouquinho do livro A Cura Mortal incorporado no segundo filme. Filmes têm uma atmosfera diferente. É mais como se o segundo e o terceiro livro tivessem sido colocados juntos e misturados de uma forma que façam sentido na telona. Mas tudo está lá. Espero que possam confiar em nós. E em Wes Ball. Realmente acho que ele merece. Vocês vão amar esse filmes, Vocês vão amar.
Animados? Como vocês podem perceber tem um pouquinho do livro A Cura Mortal incorporado no segundo filme. Filmes têm uma atmosfera diferente. É mais como se o segundo e o terceiro livro tivessem sido colocados juntos e misturados de uma forma que façam sentido na telona. Mas tudo está lá. Espero que possam confiar em nós. E em Wes Ball. Realmente acho que ele merece. Vocês vão amar esse filmes, Vocês vão amar.
É igual ao livro? NEM UM POUCO. Ta, um pouco é, mas a história abordada no segundo filme tem poucos, quase nenhum, elemento do segundo livro em si. A história se passa como uma fusão meio estranha entre o segundo e terceiro livros da trilogia.Thomas realmente tem que atravessar o deserto, mas com motivos totalmente diferentes que os do livro, ele encontra personagens que são de extrema importância no livro *cof* Brenda *cof* mas que no filme têm propósitos diferentes e motivações que não combinam exatamente com o que os leitores conhecem e gostam.
Agora, lembra do que eu disse lá no início do post? Que existem dois tipos de filmes baseados em livros? Mesmo com todas as modificações que encontrei no longa posso dizer para vocês que ele faz parte do primeiro grupo. Como leitora levemente apaixonada pela série e pela escrita de James eu percebi as grandes diferenças mas mesmo com elassenti no filme que a amarração entre o primeiro e o segundo filme é perfeita. Muitas revelações e reviravoltas foram colocadas no filmes mas enquanto assistia pude sentir a mão do Dashner na história, aquele sentimento que tinha ao ler o livro, as dúvidas e falsas certezas que ele nos apresenta, aquele sentimento de traição que ele faz questão de nos proporcionar junto com o de Thomas. Então é. Eu amei o filme. Adorei onde o enredo foi e acho que esse enredo teve tanto a participação do autor que fica fácil imaginar essas modificações adicionadas aos livros.
O que realmente me deixou boquiaberta no filme foram os Cranks. No trailer nós não conseguimos ver praticamente nada deles, o que foi uma boa sacada, já que eles ficaram extremamente assustadores. Nos livros eles já e tiravam o sono, no filme então me fizeram gritar de susto na sala de cinema! Diferente da sensação que tive com os Verdugos (Grivers), achei a adaptação dos Cranks muito boa, eles parecem zumbis? Um pouco, mas se você leu os livros talvez os enxergue exatamente como imaginou durante a leitura, e acredite, é perturbador.

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